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Clones
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Cabelo, um assunto delicado... |
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| Como estou passando muito tempo em Minas agora,
acabei mudando de barbeiro. Primeiro eu ia num senhor que corta o cabelo do
meu irmão, mas esse conversa muito e, apesar de eu realmente não ter nada
melhor a fazer esses dias, não tenho paciência. Até porque fica evidente que
ele está cortando devagar só pra dar tempo pro assunto inteiro, e haja
assunto! Fui lá só duas vezes para confirmar que eu não gostava e resolvi
mudar mais uma vez. |
| Agora estou indo no que corta o cabelo do meu
pai. Ele é mais jovem, fala menos, trabalha mais rápido e tinha alguma coisa
simpática nele que eu não estava identificando. Até que hoje, fez-se a luz:
Ele é o Kramer! Isso mesmo, a versão brasileira do Cosmo Kramer, do
Seinfield. |
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| Tomara que ele não me leia (nem meus amigos
lêem, porque ele leria? hahaha), ou, se me lê, tomara que simpatize com o
Kramer, que é ótimo. Eles não se parecem fisicamente, mas o jeitão é igual (brusco,
rápido, falam com a mesma "sei lá o quê", é muito característico). Coisa
mais difícil não rir após essa constatação. E pensando bem, dá até um pouco
de medo, porque quem já viu algum episódio do Seinfield, tente imaginar seu
cabelo na mão de uma figura daquela... |
| Mas até que o cara corta bem. Na verdade, ele corta super bem. E é bem gente boa. Mas que parece, parece... |
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Assim blogou Deds às 00h21
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VIVA SOUTHPARK!!!
| Acho que ontem assisti o episódio mais interessante de
SOUTHPARK dos últimos tempos. Aparentemente, foi o episódio comemorativo
número 100. Tão legal, que resolvi até blogar um pouquinho sobre ele. |
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| Estando a cidade dividida entre os que queriam
a guerra contra o Iraque e os que não queriam, os meninos da escola foram
obrigados a fazer um trabalho para tentar descobrir o que decidiriam os "patriarcas
da nação" sobre o assunto. Enquanto Kyle, Stan e Kenny tentavam descobrir o
assunto estudando história americana, Cartman, o gordinho preguiçoso, ficava
bolando maneiras mirabolantes de voltar no tempo (1776) e perguntar ele
mesmo. Acabou conseguindo, e encontrou o congresso em polvorosa discutindo
se entrariam em guerra contra a Inglaterra ou não. Havia os que achavam que
a violência não era a solução, e os que achavam que se não fossem à guerra,
o país seria conhecido como sendo composto por um bando de maricas. A
discussão seguia calorosa tanto no presente quanto no passado, até que
Benjamin Franklin surgiu (no passado) sugerindo que a melhor solução seria
simplesmente a união das duas posturas. Ou seja: defender-se-ia que
violência não é a solução, protestos seriam permitidos, mas o país iria à
guerra de qualquer maneira. Assim seria construída aquela nova nação, os
Estados Unidos da América: Baseada no princípio de dizer uma coisa, e fazer
outra.
Voltando ao presente, Cartman reapresenta essa solução que é acolhida com
entusiasmo por todos, por dois motivos:
1) Os manifestantes pacifistas precisavam ter um motivo para protestar,
por isso a guerra deveria existir;
2) O bloco pró-guerra precisava dos manifestantes pacifistas, assim o
mundo odiaria apenas o presidente americano e não todo o seu povo.
E o episódio termina com todos se abraçando e comemorando a existência da
hipocrisia e de toda uma nação construída sobre esse princípio. |
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Além da crítica como sempre muito bem elaborada, o episódio
é recheado com piadinhas, musiquinhas e as hilárias tentativas inicialmente
frustradas de Cartman de viajar no tempo. A última frase, dita por Kyle (ou
Stan? Não lembro): "Cara, odeio essa cidade!"
E eu adoro esse desenho. |
Assim blogou Deds às 14h35
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