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Não foi hoje, mas foi como se fosse...
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Nem toda
terça
cai na
terça |
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| Sim,
hoje é
terça-feira,
e como o dia sugere, é dia de coisas ruins acontecerem. Para me previnir /
proteger, não vou sair de casa. Mas para não deixar a
terça-feira
passar em branco, vou relatar algumas coisinhas típicas de
terça-feira
que, por incrível que pareça, aconteceram em outros dias da semana anterior,
a saber: |
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Sábado: |
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1. Humilhação: É quando seu pai
leva seu carro para uma lavagem no posto e ouve, ao pega-lo de volta, o
serviço feito:
"- Onde o senhor comprou este
carro?"
"- Não é meu, é do meu filho."
"- Ah... eu nunca vi, na
minha vida, um motor tão sujo como este..."
Precisava? Isso dito por
alguém que VIVE DE LAVAR CARROS magoa, fere, enfim, é cruel... Amigos,
quando forem lavar seus veículos, não se esqueçam de pagar um tiquinho a
mais e mandar que lavem os motores, para serem poupados (e pouparem seus
genitores) de semelhante humilhação. |
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Domingo: |
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2. Contrariedade: É quando você
viaja 230 km numa estrada particularmente movimentada e cheia de caminhões
de um fim de tarde de domingo e chega em casa querendo nada além de sossego.
E então encontra a vaga de sua garagem no prédio ocupada por um veículo que
não pertence à sua vasta frota familiar. O porteiro, solícito, vem com a
chave do carro pedindo para você manobrar o carro de alguém que você nem
conhece para coloca-lo em outra vaga para ter o DIREITO de parar na sua.
Some isso ao fato de que NUNCA NA VIDA o mesmo porteiro lhe conseguiu uma
vaga quando inúmeras vezes você recebeu visitas e teve que pedir-lhes que
guardassem seus carros em estacionamentos pagos. Ele não se chama Zé, mas
deveria... Enfim, isso é contrariedade. Mas tem tratamento, e é
simples: a. Responda ao
porteiro da seguinte maneira: "Não vou dirigir carro dos outros. Vou é
dirigir o meu pra cá, ó:" e pare na primeira vaga vazia que encontrar.
b. suba com seus pertences
para o aconchego do seu lar e ignore o interfone o resto da noite. Resolvido.
Funcionou domingo, fez bem pra minha pele e eu realmente recomendo. E algo
me diz que nunca mais vão parar na minha vaga novamente sem me pedir... mas
como eu disse, esse porteiro é meio Zé, né?... Mas eu sei ser mais Zé quando
eu quero. |
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Segunda: |
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Murphy aplicado - Tópicos
avançados: Nunca tinha acontecido isso num exame meu, mas fui fazer uma
tomografia na segunda-feira e, como de costume, tem-se que consumir quase um
litro de solução de bário (contraste) para melhorar a qualidade do exame.
Dessa vez, ao entrar na máquina de tomo, o tal do contraste ainda não tinha
"descido"... e o exame foi interrompido no meio para que eu me vestisse
novamente, e caminhasse por meia hora para que o referido bário "descesse".
Pensei: "ainda bem, estou doido para ir ao banheiro". Mal passou este
pensamento pela minha esperançosa cabeça, a enfermeira acrescentou: "Ah, e
não pode urinar"... 45 minutos depois de extensa caminhada num
quartinho de uns 9 m2 no máximo (não, não tinha esteira daquelas de academia
lá não, fiquei mais imitando os carrinhos "bate-volta" que eu tinha quando
criança mesmo), desenhos fofinhos na insuportável programação matinal da
globo e vários palavrões mentais, volta a enfermeira para me chamar para
completar o exame. Tira roupa, veste camisolinha, entra na maquinha,
posiciona tudo certinho e... ainda não "desceu" o contraste. Incrível! É uma
nova leitura de todas as leis de Murphy juntas! Tira camisolinha...
Veste toda roupa de novo. Mais meia hora. Caminhando. Vendo desenhos
fofinhos. Sem urinar... Ah, sim, e eu tava de jejum esse tempo todo, é bom
lembrar... |
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Assim blogou Deds às 16h02
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Pra quem tem, tudo bem...
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Dinheiro bem gasto |
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I |
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| Amigos e fiéis leitores... Alguém teve um fim
de domingo desprovido de coisa melhor pra fazer e assistiu o Fantástico,
como eu? Se sim, vocês acham plausível pagar R$ 100.000 por uma
viagem espacial? Ah, o cara disse que depois o preço pode baixar para R$
35.000, que é o preço de um carro zero já não popular aqui no Brasil.
O espaço é tão divertido assim e eu é que não tô sabendo?
Porque tirando a subida e a descida, e uma breve permanência olhando a
incrivelmente monótona curvatura terrestre (é bonita, eu sei, mas é monótona,
não?), o que mais tem? Qual o entertainment que vai ter lá? Coisinhas voando
em frente ao seu rosto pela cabine? Lá em Ilhabela também tem, chama-se
borrachudo. Mas a turma não gosta muito não. Não era melhor pegar parte
dessa grana e gastar em algum lugar aqui na terra mesmo, numa viagem mais
duradoura, para um lugar onde existam praias, boites, bares, cultura e
comidas diferentes? Ah, sei lá, acho que eu não sou um bom turista, ou no
mínimo, não sou um turista moderno e antenado. Sabe por que? Porque eu não
vou conseguir deixar de duvidar da inteligência de quem for ao espaço
gastando esse absurdo todo. É o tipo da coisa "só pra dizer que foi". Mas
não sou radical. Quem me pagar (em vez de cobrar) quantia semelhante para
fazer tal viagem, talvez me convença a ir. Aí escrevo de novo, com
conhecimento de causa, sobre este tópico. |
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Dinheiro bem gasto |
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II |
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| Nem precisa escrever muito sobre isso, mas quem
viu o mesmo Fantástico viu uma velhinha inglesa bastante recatada e pudica
ganhando a vida cobrando U$ 45 (era esse o valor? Ou algo próximo,
sei lá) para prever o futuro das pessoas olhando para suas...
nádegas. Pois é, e tem fundamento científico, segundo a mesma. É fácil,
a esquerda fala do seu passado, a direita do seu futuro (ou vice-versa). Eu
experimentaria, fácil. Se ela acertar o meu passado por uma nádega, mostro a
outra e fico sabendo tudo sobre os meus promissores anos vindouros. Mas, de
novo, eu teria que receber, e não pagar U$ 45 por tão edificante experimento. |
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Assim blogou Deds às 16h00
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